"Essa minha nova cara realça meu ente velho.
Dureza é uma ferida que abranda, só bastando o silêncio.
A sabedoria vem como vitória em Alexandria:
Salgada com o sangue de batalha.
E cada mistério tem beleza ao desvendar-se.
Instável e profética, a natureza mede os viventes.
Aqui é que permaneço em carcaça,
Embora sinta a jovialidade do espírito."
Espaço destinado aos exorcismos líricos e espasmos intelectuais de um sujeito com um incurável "sentimento de mundo".
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
"Quatros
pernas entrelaçadas retêm mais vida,
Que,
compartilhada, é muito mais que horizonte.
Da
nossa varanda as mãos criam asas,
Tocam
as memórias e o instante como polaroides-
-Revelam
fotos sóbrias e belas.
A
imaginação é o discurso do nosso amor,
Não
precisa de vazios.
Tudo
é dito pela flecha do desejo:
A
densidade do eterno.
Tal
qual a seiva vegetal,
O
bem querer deriva de cicatrizes;
São
marcas de escolhas...
Singeleza
das árvores mais velhas."
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Peregrino
Alegremente passeei
A dois fiz fantasia,
Jogando açúcar e sal
Parecia que o mundo se abria
Era muito mais do que viagem
Eram tantos os fardos,
Alforges de mim pesados
Eram cores singelas
Senti em seus afagos a doçura,
Estanquei com frágil atadura,
Errando a porta entre tantas janelas.
Coisas banais a contragosto
O ditado quase sempre vivido
Patente de capitão consegui;
Não era muita coisa naquela época,
Mas sem querer o que havia,
Tive os sonhos que pude
.
.
.
Não diria que padeci em absoluto,
Ao certo, senti várias espécies de horrores
Confesso que caí sem ter morrido
Se fosse somente para estar ali,
Seria o dono da capitania
Padeci em teia de convenções,
Amolando a faca que matou duas gerações de mim
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
sábado, 23 de agosto de 2014
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