quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Peregrino


Alegremente passeei
A dois fiz fantasia,
Jogando açúcar e sal
Parecia que o mundo se abria
Era muito mais do que viagem
Eram tantos os fardos,
Alforges de mim pesados
Eram cores singelas
Senti em seus afagos a doçura,
Estanquei com frágil atadura,
Errando a porta entre tantas janelas.

Coisas banais a contragosto
O ditado quase sempre vivido
Patente de capitão consegui;
Não era muita coisa naquela época,
Mas sem querer o que havia,
Tive os sonhos que pude
.
.
.

Não diria que padeci em absoluto,
Ao certo, senti várias espécies de horrores
Confesso que caí sem ter morrido
Se fosse somente para estar ali,
Seria o dono da capitania
Padeci em teia de convenções,
Amolando a faca que matou duas gerações de mim

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pobre Rima Rica



Esta tarde tão quente e curta
Não incomoda a pedra filosofal.
O ego apenas toma uma forma oval...
Nem vontade sinto de escrever esse poema.

sábado, 23 de agosto de 2014



Curioso é arder em chamas quando
o extintor a poucos metros está.
Camões, desilusões, paixões, razões, contradições:
Sentimentos são cenas de Lisbela,

Serei eu o prisioneiro?

domingo, 17 de agosto de 2014


Essa linha opressora do meio fio,
Branca e impassível,
Não sei se deliberadamente
Oprime-me.
Ao ser referência,
Impede-me.
Hora qualquer- talvez cinzenta

Vou ser notificado por imperícia.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


Não preciso gravar em árvores nossos nomes,
Pois a seiva que delas escorrem já são minhas memórias.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014



Anda-se suave e livre quando em paz.
Pesada é a alma presa em Alcatraz.

domingo, 10 de agosto de 2014

Passo pela tua sacada sempre que posso.
Por saudade ou hábito, não resisto.
Um belo dia me reconciliarei:
Carregarei algumas das tuas flores,

Farei da minha vida algum jardim.